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8 de outubro de 2009

PREMIO NOBEL



Dias atrás, eu assisti uma matéria sobre os ganhadores do Nobel de Medicina, que conquistaram o prêmio por suas descobertas a respeito de uma enzima que protege os cromossomos contra o envelhecimento.


Será que o Alfred Nobel, em algum momento lá no seu caixão, não estaria se Revirando por ninguém nunca ter indicado Deus a esse prêmio? Isso porque não há, os todos os tempos, uma descoberta similar à criação da mulher.

A mulher é o único ser humano que consegue ver a diferença entre as cores areia, bege e creme.

Mulheres conseguem ter vícios inofensivos, e por vezes, deliciosos.

Quem, em sã consciência, passaria a vida brigando e fazendo as pazes com os cabelos?

Mulheres se sentem completas mesmo diante do tão pouco preenchimento de suas lacunas.

Quem mais abdicaria de sua sanidade ao se apaixonar por um Romeu da ficção?

Quem mais vê equilíbrio calórico numa refeição composta de uma salada extra folhosa e um sundae de sobremesa?

Não conheço nenhuma mulher que não passe pelo sofrimento da depilação só para não ARRANHAR o seu homem com um pêlo recém nascido.

Ela é, sem dúvida, um dos poucos seres humanos Capazes de sentir um amor incondicional a um par de sapatos.

E esse amor só será Substituído quando chegarem os filhos.

Mulheres Consideram a compra de um vestido novo uma experiência celestial.

Só uma mulher é Capaz de dividir o amor com outra pra não ficar sem o seu Quinhão. E de esperar esse alguém ser destronado, destituído e fracionado para que então seja o seu inteiro.

Alguém seria mais Capaz de ter hemorragias internas de tanto amar e mesmo depois de sangrar, acreditar que só amando poderia se curar?

Mulheres são dotadas de um incrível senso de humor em 27 dos trinta e hum dias do mês em que não estão usando fraldas descartáveis.

Aos homens, fazem exigências muito pequenas, como uma obviedade da leitura do seu pensamento.

Não existe ser humano na Terra que não seja inesgotavelmente amado por uma mulher, seja ela uma mãe, namorada, uma esposa ou uma simples desconhecida apaixonada.

Pensando bem, não sei se Deus ganharia.

Afinal, o Nobel não premia a SINGULARIDADE.


Texto: Micheline Mustafá



27 de setembro de 2009

CHAMEI POR TI



Não viestes espontaneamente...
Eu chamei por ti , entre preces
E viestes sorrindo ...
Este encontro estava escrito em prosa
Tal qual a certeza da delicadeza da rosa
E minha alma foi tomada, assim
Em teus braços agasalhei-me...
Sem medo de que o dia chegasse ao fim
E deixando que enfim,
O amor viesse, em galopes, até mim
Senti você ardendo no peito
Meio sem jeito
Imperfeito
Tive tantas certezas
Que agradeci o presente a sr. Chico
Mesmo sem saber ao certo
E pensar que o correto
Era ter você por perto
Concreto
Mas o amor não pediu o mapa
Esteve dentro de mim
E em ti
Discreto, se firmou
E entre gritos e gargalhadas
Nossas almas, separadas
Pegaram as mesmas estradas
Você sempre esteve
Em minha mente
Dormente...
Não viestes espontaneamente...
Entre preces
Eu chamei por ti ...


Texto: Micheline Mustafa



20 de setembro de 2009

CARTA PARA ANETE

“ANETE,

Queria te enviar uma carta, escrita de próprio punho, onde eu despejaria todas as minhas palavras cobertas da mais pura saudade. Mas não saberia para onde enviar, por isso só me resta a rapidez da internet para abrandar a minha saudade.

Ninguém discute que a REDE estreitou os laços entre as pessoas, principalmente ajudando os tímidos a serem um pouco mais sociáveis, mesmo que por trás das telas de 17 polegadas. Sou um dos beneficiados, apesar dos meus 26 anos, que supostamente deveriam traduzir irreverência e popularidade entre os garotos da minha idade.

Mas apareceu você, que me adicionou sabe Deus como e me convidou para ser seu amigo. Confesso que quebrei paradigmas me abrindo para uma estranha no dito ciberespaço. Mas embarquei, marinheiro de primeira viagem virtual e pouco conhecedor dos megabytes que separam as pessoas.

Trocamos nickname verdadeiros, obviamente depois de você ter inventado um falso para mim. Danadinha.

Impressionei-me quando vi tua beleza na primeira foto, que foi a confirmação da confiança e a certeza da ótima escolha. Das duas partes, porque eu sei que sou bem bonitinho. Você é linda, é bem verdade. Sua foto parece ter saído de um book de modelos de revista.

Dezenas de postagens depois, você correspondeu me enviando um scrab. Dizia que sentia saudades dos meus recados escritos em português perfeito, quase um paradoxo entre os internautas.

Nossa conversa mais picante foi o ponto alto desse sentimento. Creio que só aconteceu depois do décimo oitavo encontro porque eu ainda precisava atingir a minha maioridade virtual. Nem sabia ligar a cam. Bom, isso são águas passadas. Mas até hoje não entendi porque você nunca consertou a sua cam. Queria ver teu rosto através de uma imagem que não fosse estática, inanimada.

O fato é que adoro receber as dezenas de mensagens que você me envia. Eu sei que um pedaço bem grande do mapa nos separa, mas vou juntar uma grana para ir até Minas ver você.

Minha menina do ciberespaço, porque você esta off line estes dias?
Porque seu perfil não anda mais ativo?
O que aconteceu com o seu provedor de e-mails, que anda devolvendo tudo o que eu envio? Juro que não sou SPAM.

A saudade é mega.

Meu coração está pixelado.

Te procurei no MSN, Orkut, Plugado, Face book, 1Grau, ebaH, Gaia, MEETin, Twitter, Hi5, MySpace, Muvuca, Netlog, LinkedI, Peepow, Gazzag, Sonico e até no vaiqueeuvou.com.

Não achei nada, nenhum comentário, nem e-mail, nem depoimento, nem sinal de fumaça virtual. Te imploro, volte a navegar comigo.

Eu não sei como te encontrar, eu nem sei o seu URL.

Fazer amor.com.você pela primeira vez no sábado foi mágico.

Faça login novamente, minha ninfa da rede.
Anete, se você ainda me ama, me envia um post...

Saudades imensas do seu
Tchuco "



----------------------------------------------------------------------Há seis quadras dali, no mesmo bairro, figurava na sala, em frente a um computador ainda ligado, o corpo de Anete.
Um estranho sorriso no rosto demonstrava que a morte a flagrou num momento de pura felicidade. A página aberta da internet denunciava a intimidade com Tchuco no momento dos orgasmos eletrônicos que os dois tiveram.
No laudo do IML, o perito atestava a causa mortis:

ANETE, 69 ANOS, MORREU DE AMOR.


TEXTO: Micheline Mustafa

14 de setembro de 2009

Eu Amo. Tu Amas. Nós Amamos.


Não interessa em que pessoa ou tempo verbal se conjuga esse verbo.

Importante é que sempre seja conjugado.
Aos quase 29 anos, ainda me vejo como se tivesse 20.
Mas aos 20, queria os 30.

E já faz algum pouco tempo que venho passando por um amadurecimento “forçado” pela vida.

Eu e meu irmão fomos criados pelos nossos pais para sermos independentes.
Recebemos de nossos pais amor e educação. De vez em quando presenciávamos uma discussão. Quando eu tinha 12 anos, eles se separaram. Meu irmão então com 9.
Aos 12, a figura do pai não estava mais presente fisicamente. Em 1995, aos 15 era a da mãe. O Rio Grande do Sul foi meu destino. Lá permaneci por 13 anos. Hoje, Curitiba.
Às vésperas dos 29, é tempo de olhar um pouco pra trás e ver o caminho que percorri até onde estou neste exato momento, não só sentado num sofá, às 3h da manhã da segunda-feira pós domingo de Páscoa. Vai um pouco mais além.
Dezenas de pessoas passaram pela minha vida.
Muitas destas me ensinaram um pouco do que eu carrego hoje.
Fiz muita festa.
Bebi bastante.
Fumei Marlboro por alguns anos, não me viciei e jamais qualquer outro tipo de droga.
Viajei a doidado a trabalho, cresci muito profissionalmente.
Chorei por amigos que tragicamente partiram.
Machuquei algumas pessoas. Me machuquei também.
Corri atrás dos meus sonhos e hoje vivo o melhor de todos.

Semana passada eu estava um pouco chateado com algumas das “normalidades” de um relacionamento. E por medo de errar é que mais erramos. Não compreendemos algumas coisas, embora o esforço para isto seja descomunal.

Não vivenciamos certas coisas e por isso, fazemos julgamentos errôneos. Não damos espaço para entender como quem de verdade é quem amamos. Sem intensão, ferimos e somos feridos.
Seria muito fácil pedir um tempo ao tempo e talvez depois nem voltar. Não acredito em “tempo”. Ou é, ou não é. Mas de que adiantaria desistir se o que temos hoje é sonho um dia sonhado. Desistir é não saber evoluir a alma. É não fazer o sentimento amadurecer. É depilar a barba pela metade.
Se você realmente está disposto a alguma coisa, você vai lá e consegue. Se existe amor, por que não tentar? Qual graça teria ou história aconteceria? Livro escrito pela metade. Para entender este livro, capítulos devem se começados e terminados. Lidos um após o outro.
Não quero dar uma de Jude Law, em “Alfie, O Sedutor”, conselhos sentimentais não são comigo, ou são de certa forma.

Se esse texto te servir pra alguma coisa, já me dou por satisfeito. Se vc convive com alguém que gosta muito, a primeira lição é como conviver.
Respeitar a outra pessoa, seus jeitos e costumes, embora possamos não gostar ou concordar com certas delas, se não forem realmente ruins, devemos respeitar. Você gosta de rock e ela gosta de pagode. Ela ama jiló e vc, pão com ovo. Vai entender...
Enfim, amar é saber respeitar a diferença que existe no outro sem que isto te afete amargamente. É a liberdade. É a paz. É a sua felicidade vivida pela outra pessoa. É a felicidade da outra pessoa vivida por você.
É a confiança, é a saudade, é o apego. O abraço e o beijo. É o teu sonho. É quem vc ama.
É o verbo que jamais se para de conjugar:


Eu te amo.
Tu me amas.
E nós nos amamos.







P.S.: ESTE TEXTO FOI ESCRITO POR UM AMIGO LINDO, com grandes olhos azuis e um carater incrivel: Fabio Selbach, valeu meu amor!

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