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25 de outubro de 2008

HOMEM-BOMBA

FESTA.
ANIVERSÁRIO DE UMA AMIGA.


Jonathan Rhys Meyers, lindo, sexy, vigoroso e garoto propaganda da Hugo Boss.
Dia de encontrar todos os desaparecidos que faziam parte de Clubes do Bolinha e da Luluzinha em minha adolescência até o momento em que se casaram e procriaram.

Tá, tudo bem.
Muitos separaram e estão de volta à ativa.
Mas voltaram achando que são os mesmos dos 18 anos.
Tenha dó !

Ouvir cantada de colega balzaco a essa altura do campeonato, em que as chuteiras já estão surradas e fora de combate ?

Não que os "com + de trinta" estejam impróprios pra consumo, não é isso.
Mas cantada de colega que a gente viu a vida inteira e com quem nunca pintou nada é o mesmo que ter vontade de beber BARÉ COLA e querer frequentar o Bar Onda em 2008.
Ou seja, desejo fora de época.

Tive que ouvir algumas gracinhas com um sorriso resignado, embora acompanhado de minhas retóricas inteligentes e repelentes.

Me sinto muito feliz por ter nascido no século XX, em que a gente pode escolher o homem que quer para a nossa vida. E o que não quer.

Aliás, apropriada essa lembrança.

Porque penso na Historia de HENRIQUE VIII, que possuía todas as mulheres que queria e mobilizava o que fosse preciso para isso. Um rei repulsivo que coagia mesmo as casadas. Rejeitou a primeira mulher pq não lhe deu filho homem, anulou casamento, rompeu com a Igreja Católica, foi amante de inúmeras outras e fez a desgraça de uma família, os Bolena. Acusou sua segunda esposa, Ana Bolena, de traição e incesto com o próprio irmão dela e os decapitou. Mas antes, já havia "comido" a irmã de Ana, Maria Bolena, e fez um filho nela. Acabou casando com 6, ao todo.

Homem repulsivo.
Feio, sujo, egoísta.
Asqueroso, não fosse aquela série THE TUDORS, em que o Henrique aparece na pele do gostosão do



OLHA A CARA DOS DOIS ...
O verdadeiro e o da ficcção.

Diferença estúpida.

Pena que a História pouco nos brinda com romances mágicos e de final feliz.

Sempre tem desgraça.

Em Shakespeare, Otelo mata Desdêmona por imaginar que ela lhe tenha sido infiel, e quando descobre sua injustiça, se mata.

Dom Pedro I bane do Império Domitília de Castro por exigência em contrato nupcial de sua 2 esposa, a princesa Amélia, mesmo sentindo por ela um amor ardente.

Marco Antônio cravou sua espada em seu corpo, achando que Cleópatra tinha se suicidado, assim como Romeu bebe veneno por achar que Julieta, seu amor, estava morta.

Dilermando de Assis e Anna da Cunha, mulher de Euclides da Cunha. Por amor, ela abandona o lar, renuncia a sua moral na sociedade, vai de encontro à família e presencia a morte do marido e do filho, assassinados pelo amor de sua vida, Dilermando.

Maria Bonita perde a cabeça por Lampião e os dois perdem a cabeça por uma causa.

Bom...
Esse blábláblá serve para ressaltar que é muito bom ter livre arbítrio pra escolher e pra negar os homens que não queremos.

E se pintar um CASE em que o cara mais pareça figurar o protagonista do Linda Direta, cair fora antes que seja tarde.

Pra homem inconveniente, temos amigos fortes.

Se ele te ignorar, arranje outro.
Ao homem pegajoso, diremos que somos lésbicas.
Pra os casados e noivos, seremos o Steve Wonder.

Se for homem burro, substitua por seu amigo Aurélio.

A gente não está mais na era da espada, do veneno e do poder monárquico.

Coação sexual só se for no ritual dos sado mazô (com consentimento).

Tudo bem que o mundo hoje não é tão bom assim: ainda existe ciúme, adultério, revólver, suicidas e homicidas de amor. Tá aí o Lindemberg que não me deixa mentir (infelizmente).

Mas a gente pode evitar se quiser.

Basta desligar nosso ímã pra 171.

E ficar bem longe de HOMENS-BOMBA !








22 de outubro de 2008

CORPO ESTRANHO


Semanas atrás, fui acompanhar uma amiga a uma consulta com médico gastro, daqueles que faz tudo, inclusive cirurgia bariátrica e aquela outra que coloca um balão temporário (de 6 ou 9 meses) para reeducação alimentar.

Depois de alguns minutos, disputando o assento com meia dúzia de mulheres com evidentes camadas extras de amor e de gordura, entramos.

Ela conversou sobre as toneladas de dúvidas que tinha, enquanto eu e a prima dela apenas ouvíamos. Perguntas feitas, exames exibidos, medidas tiradas, estávamos prestes a ir embora quando tive a feliz idéia de pedir para me pesar.

O médico fungou mais em meu cabelo do que se concentrou em minha imediata necessidade de entender aquela balança analógica. Tudo bem, entendo que sou irresistível.

E assim fui pra casa, ao lado de uma amiga que em poucos meses será mais magra do que eu ou você que me lê. Ela vai ficar uma " COSA LOCA", como diz meu irmão, insistindo nesse espanhol de meia tigela.

Esta semana, fui surpreendida com uma mensagem da minha amiga futura-magra:

“Amiga, o médico perguntou por você. Estava interessado.
Disse que seu cabelo era cheiroso. Posso dar seu telefone ?”

Pensei - Que situação.... e perguntei:
“Amiga, o que será que ele quer comigo ?”

Ela respondeu: “ Acho que ele quer te dar um balão daqueles de 9 meses. Ou então um filho nesse mesmo período.”


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


20 de outubro de 2008

ENTRELINHAS

Se o ser humano tivesse a sensibilidade de ler nas entrelinhas, certas coisas nunca precisariam ser ditas para serem entendidas.

Se no primeiro encontro após um jantar, um futuro pretendente está parado na porta do seu prédio e se despede, recusando o seu convite para subir enquanto alega que terá uma reunião cedo no dia seguinte, leia nas entrelinhas:
ELE NÃO ESTÁ AFIM DE VOCÊ!
Homem que está interessado perde noite, perde tempo e perde a noção do ridículo, se necessário for. Ele não vai subir nem hoje nem nunca.

Se depois de dois meses juntos sem rolar nada, sua namorada diz não em seu ouvido com voz manhosa enquanto você puxa o elástico da calcinha dela, leia nas entrelinhas:
ELA ESTÁ LOUCA PARA DAR PRA VOCÊ !
Mulher adora pinto, mas também adora romance. Ela só está esperando que você romantize um pouco mais a cena, reconheça o investimento dela na lingerie de renda cara e nas expectativas que ela criou sobre como seria a primeira noite entre vocês. Tudo passa muito longe de vê-lo rasgar sua calcinha e empurrar a cabeça dela em direção a sua genitália.

Se o cara não liga 10 dias depois de ter pedido o seu telefone na balada, leia nas entrelinhas:
O CARA JÁ TE ESQUECEU !
O sujeito deve ter encontrado uma mulher que, ao contrário de você, lhe negou o telefone e ele deve estar correndo atrás dela agora. Homem gosta de dificuldade !

Se você perdeu a aliança há mais de uma semana e sua esposa nem notou a ausência, leia nas entrelinhas:
ELA NÃO REPARA MAIS EM VOCÊ!
Deve haver um amante ou um abismo entre vocês.

Se o carinha não te atende nem te retorna as ligações há dias, leia nas entrelinhas:
NÃO HÁ MAIS INTERESSE!

Quem gosta, sente falta.
Nunca se deixa alguém sozinho tempo suficiente para perceber que se pode viver sem ele(a).

Antes, sinais de fumaça eram suficientes para seres humanos se entenderem. Hoje, não há meio de comunicação suficiente para aproximar dois olhares que não se cruzaram.

De um jeito míope, vamos nos distanciando emocionalmente das pessoas. O que não for dito, não será lembrado.
Nem sentido. Nem percebido.

Certas verdades nunca serão descortinadas porque continuamos a ler sem perceber as entrelinhas. E a gente convive com elas fingindo estar lendo um texto original, sem cortes.

A verdade é que dói perceber o que está implícito, oculto, subentendido.
É mais fácil não ver. Dá muita preguiça tentar enxergar.

Depois de ler esse texto, tem gente que vai dizer:

“- Então deixa assim, não é mesmo ?
E com tanta tecnologia hoje em dia... se fosse para ter a tradução do que a gente não entende, ser humano viria com TECLA SAP.”

video

18 de outubro de 2008

CULPA DO SAPATO


Há coisas muito piores na vida do que um sapato apertado, embora incomodem menos. Mas a culpa é sempre do sapato.

Isso porque o sapato dilacera sua carne até que você tome uma providência. Ele te força a agir rápido. E o resto, a gente vai deixando.

A conta que não foi paga, a peça do carro que não foi trocada, a consulta que não foi marcada, um pedido de desculpa que não foi feito.
E assim vamos levando.
Até que venha a multa, que o carro quebre, que a doença aconteça e que se estabeleça a mágoa.

Mas se fosse um sapato apertado, você agiria rápido.
Porque culpado mesmo é o sapato.

Se a fila do raio-x do aeroporto está grande, embora alguns já tenha se livrado dos metais na bandeja plástica, só pode ser por causa da alma de aço na estrutura dele.
Do sapato.

E para ser a mulher mais atraente da festa, se investe num modelo salto agulha, alto. Mas por causa dele, ela será a primeira a ir embora, sofrendo pela inclinação do pé.
Maldito sapato.

A caminhada fica mais curta se ele não amortece como deve.
Ele, o sapato.

No Japão, não entram em casa por trazer impurezas, micróbios.
Sujo, o sapato.

Se mesmo nos livrando do celular, das moedas e das chaves, a porta giratória do banco trava, ele é o responsável.
Tudo por causa do sapato.

Queremos o couro deles: dos bois, cobras, crocodilos e cabras.
Escalpeladores, os sapatos.

Mas mesmo para quem se atribui culpa, também há méritos.
Isso porque o sapato é o impulso da mudança.

Embora os saltos incitem à tentação, os esportivos nos prometem aventura.
Fechados nos trazem discrição, mas uma tira brilhosa aguça nossa vaidade.
Méritos do sapato.

O sapato do bebê, imortalizado em bronze, eterniza a lembrança.

O sapato da noiva, após o casamento, vira talismã.

O sapato lustrado pontua a favor do candidato ao emprego.

O sapato embaixo da cama vira a diversão do cachorrinho carente.

Sapatos protegem do chão quente, da poça de água, do caco de vidro deixado pelo bêbado que quebrou a garrafa na rua.

Assassinos deixam rastros através dele. Culpado, o sapato.

E se você engorda, não caberá no jeans.


Mas continuará calçando o mesmo sapato.

Sapatos elevam a bailarina ao topo na ponta do pés.


Protegem deficiências de infância, encantam na mocidade e confortam na velhice.


Sapatos inspiram tendências, ilustram épocas, traduzem comportamentos.

Sapatos excitam fetichistas e ornamentam pés disformes.

Sapatos nivelam a altura dos casais.
E fazer os solteiros podólatras se apaixonarem.

Sapatos animam mulheres com corações despedaçados.
Calçam a frivolidade e a necessidade.
Diferenciam camadas sociais desde a antiguidade.
E glorificam o inusitado na moda.

Esqueçamos os calos e os joanetes.

E que venham nossos sapatos novos.

Porque não se pode negar o mérito deles.
Afinal, não é a toa que a gata borralheira só vira princesa quando o príncipe encontra ele, o sapato.
Texto: Micheline Mustafa


8 de outubro de 2008

VOU TE FALAR

Vou te falar mil coisas
Mil coisas que há pra contar
Vou te falar de segredos
Que só trago no olhar

Vou te falar de um desejo
Dos que não dá pra negar
Qual não é sua surpresa
Do pedido que virá

Vou te falar do carinho,
Que a alma ainda alimenta
Do toque, do seu cheirinho
Da lembrança que atormenta

Vou te falar do que é eterno
E eu já nem sei se será
Se vou ver você no inverno
Se a gente vai se encontrar

Vou te lembrar de estórias
Do peixe contra o leão
Vou rever tuas memórias
Sem esquecer tua canção

Vou te falar de brilhos
Que eu queria ver-te ver
Vou te contar em suspiros
Como gosto de você

Vou te lembrar do sexo
Do nosso amor obsceno
Te dizer coisas sem nexo
Sem perder o ar sereno

Vou falar-te o proibido
Vou te falar da paixão
Vou desejar as horas
Em que fui sua perdição

Vou te lembrar da chegada
Tua entrada em minha vida
Vou me lembrar de você
E Esquecer a despedida.







( Escrevi em Homenagem ao que não precisava mudar e só depois me dei conta ...)

1 de outubro de 2008

A RESPEITO DO RESPEITO


O que é um amigo, senão aquele a quem você destina carinho, respeito e cumplicidade ?
E para que serve um amigo, senão para compartilhar a vida, a tristeza de uma perda, as fotos de uma festa, a pizza de calabreza fria na geladeira ou a aflição de um problema irresoluto ?

Mas compartilhar não basta se não houver respeito. Respeito, na terceira interpretação do Dicionário Michaelis, é “apreço, atenção, consideração”.

Dividir a conta do bar não basta. Tem que dividir o tempo, o vestido que a outra não tem, os ovos de quintal que trouxe da fazenda, a palavra que faz levantar, o dinheiro que faltou ao outro, o suor de um dia de malhação.

Trazer problema não é tudo. Tem que trazer o sorriso, o pão de queijo quentinho da esquina, a indicação do seu médico de confiança, a estória de amor que leu na revista, o presente da viagem, a matéria sobre dieta.

Oferecer carona não é suficiente. Tem que oferecer o ouvido, o livro de cabeceira, a faxineira para uma tarde de limpeza, a cadeira para sua dor nas pernas, uma bolsa de couro emprestada.

O amigo que lhe indica um DVD tem que lhe indicar um curso de aperfeiçoamento, uma boa peça de teatro, uma manicure de confiança e a melhor doceira da cidade inteira.

Ele é o mesmo que lhe diz palavras doces, palavras duras, palavras sábias, mas cala quando tudo o que você pede é o silêncio.

Ele lhe entrega seu segredo, sua mala de viagens ou a chave da sua casa.

Ele não lhe cobra se lhe deve, a não ser a atenção que você não teve.

Mas ao amigo, tudo pode ser dado, emprestado, indicado, oferecido, dividido. Só não se perde por ele o respeito.


DESPEDIDA DO SUL

Há quatro anos, quando me mudei para o Rio Grande do Sul, imaginei que teria de enfrentar as dificuldades inerentes à cultura e ao clima da região. Adaptar-me aos 6 graus de temperatura no inverno, sem dúvida, foi uma de minhas maiores superações. E abandonar a praia também.

Mas todos os aspectos adversos foram plenamente amenizados com a chegada dos amigos, os grandes companheiros que fiz aqui. Sem eles, tudo seria mais chato, mais doloroso, mais frio.

Não há como esquecer cada rosto, cada aventura, cada palavra agauchada.

Não tenho palavras para agradecer os conselhos da Justina de como se adaptar ao povo gaúcho e os feedbacks, da época em que era minha gerente.

Nem das brigas com a Pat, a cada envio do Kit desfile. Depois, de como me acolheu como a uma irmã na sua casa, em meio à família Souza. Do carnaval com ela e do festival de pasteis que tanto nos engordou.

Da Bê, com suas tiradas impagáveis e as imitações que fazia depois das reuniões da empresa. E nas viagens, tudo sempre ficava mais divertido com ela.

Do Xande, sempre atencioso. Lembro de um dia ter enxugando as minhas lágrimas quando estava preocupada com meu futuro na Gas.

Da Cíntia, que foi uma amiga-muleta, a que me atirou debaixo do chuveiro no auge de minha depressão e me trouxe barras de chocolate para o estômago vazio há dias. Retribui ensinando-a a fazer um strogonoff maravilhoso e acolhendo-a quando estava sem o ED. E do Ed, que até participou de sessões de cinema com ela lá em casa nas nossas farras a três.

Do Clauber, que tive literalmente o prazer de receber em minha casa, em minha vida e nas cachaças que tomei. Sem deixar de mencionar ele fazendo a mímica do GATO FÉLIX nos nossos jogos de imagem e ação. E também acabando com as bebidas do barzinho lá de casa.

Da Simone, uma amiga querida e das mais sensatas. Amiga faladeira, conselheira, e quem ajudou a livrar a barra em minha semana de lua de mel com meu ex-baiano. Aqui, destaco também o Cícero e o Kevin, relembrando o fim de semana maravilhoso que passamos na chácara, ouvindo Ênia com as vacas a nossa volta.

Da tia Ana e seu frango com batatas na sexta-feira.

Da Adelaide, minha Sandiléia inspiradora. Minha amiga maravilhosa, de quem me aproximei tão despretensiosamente. Ensinei-a a fazer adereços de cortina e ela me ensinou o quanto uma amizade pode ser intensa mesmo que seja tão recente. Nossa, como gosto de você !

Da Fabi e o Rafa, dois amigos de quem estou cada vez mais próxima. E de quem o amor me inspira. Quero um código de barras igual pra mim.

Do Paulinho e o Evandro, cujo semblante eu sempre via sério perto dos computadores e do trabalho. Mas sei que basta uma cerveja e uma roda de amigos pra se desmancharem em risos.

Da Vavá, minha pequena, de quem gosto tanto. A mesma que abriu uma comunidade linda no Orkut pra me homenagear. Minha menininha tão competente e tão carinhosa, por quem torço tanto. E da Beta, na mais discreta meiguice de sempre.

Da Sirlei, minha loura tão querida, tão bronzeadinha. Com ela curti a aventura do Parque Beto Carreiro e só não despencamos juntas da torre de 100 m de altura porque ela amarelou. Mesmo assim, foi perfeito.

Da Verlaine, a dona do PET SHOP que cuida de nós... (Eu, Déa, Angela, Simone, Sirlei...)
A ela, atribuímos o fato de estarmos sempre limpinhas, escovadas, de unhas feitas, de pelo aparado, bronzeadas e massageadas. Nossa amiga, a terapeuta que cuida do nosso corpo e faz tão bem para nossa alma. Vou sentir muita saudade de você.

Do Marquinhos, que não sai da minha cabeça. A quem entreguei minha cabeleira que um dia passou de castanha para ruiva, para meu quase enlouquecimento. E que tem cuidado tão carinhosamente de mim, no inverno e no verão. O que fazer sem vc agora ?

Da Déa e do Adroaldo, amigos intensos e sempre presentes, me levando para todas as comemorações e dias especiais em que eu provavelmente estaria sozinha. E da Déia em todos os outros momentos dos meus quatro anos aqui. Minha amiga inseparável.

Da Ângela, meu anjo. Daqueles que leva soda cáustica pra desentupir pias quando a gente tem um ataque no dia do aniversário. E que está junto, sempre junto, aconselhando, rindo, chorando, bebendo, fofocando, compartilhando, exercendo o papel que mais sabe representar: o de ser amigo. És um anjo na terra!

Amo cada pedacinho de vocês, mesmo dos gordos, dos carecas, dos banguelas e dos feios.

Amo cada estória, cada dia junto, cada bebedeira, cada ressaca.
Amo saber que sobrevivi aqui por quatro anos por nunca ter estado sozinha.
E por saber que quando estivesse, teria a quem procurar se precisasse.
Amo intensamente cada palavra que me destinam na tristeza, e cada aplauso que me dedicam na vitória.

Vim pelos braços da Gasoline. Volto pelos pés da Via Uno.

AMO VOCÊS de todas as formas. Amigos, irmãos.
E Não há geografia que possa mudar isso.

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